terça-feira, 14 de outubro de 2008

15 a 17/09/08 - Belém e Ilha de Marajó-PA

Chegamos a Belém e depois daquela dificuldade para contato, foi na RODOVIÁRIA que encontramos a passagem de NAVIO para Manaus, estranho, mas é assim.

Não tem estrada Belém-Manaus! De longe não conseguíamos quase informações.

Então, segue a dica pra quem precisar: compramos na empresa Macamazon
(91)3228-0774 / 3222-5604, com o simpático Sr. Onório.

Depois descobrimos que também é possível comprar direto no porto.

Mas eles não levam o jipe... tivemos que procurar uma transportadora, escolhemos a Linave (91)3204-0800.


Seguimos para o
MERCADO
VER-O-PESO.


Eis as tão faladas "GARRAFADAS" que curam "de um tudo"!


E não podia faltar o CAMPEÃO DE VENDAS.


D. Socorro (entre risos) explicou exatamente como ele funcionava!



Para finalizar o dia, o pôr-do-sol na Baía dos Guajarás.


A antiga área portuária foi revitalizada em 2000 e a ESTAÇÃO DAS DOCAS virou point , um local aprazível, cheio de bares e restaurantes.

Dizem ser um Puerto Madero, de Buenos Aires, em menor escala.
Escolhemos o Restaurante "Lá em Casa" para saborearmos a culinária regional:

TACACÁ é o TUCUPI, com folhas de JAMBU e camarão.

Tecla sap: TUCUPI é o sumo da folha da mandioca.

JAMBU é uma verdura que se assemelha ao agrião mas deixa a boca e língua dormentes!

A MANIÇOBA, é a "feijoada do Pará" que no lugar de feijão usa a folha da mandioca "brava", cozida de 4 a 7 dias, senão pode matar!

E o PATO NO TUCUPI.

Como o navio Belém-Manaus só sai às quartas e sextas, tivemos tempo para irmos até a Ilha de Marajó.

Mas só tem um único barco por dia às 6:30h que leva carro (Empresa Henvil (91) 3249-3400) e é o mesmo que volta às 16:00h.

Quem o perde tem que dormir na ilha.

Voltar de urgência? Só de lancha particular e custa mais de mil reais.

Durante as 3 horas e meia de viagem, o barco balançava e o caminhão tombava sobre a Land... ai...

Pára que eu quero descer!

E quem vai à Ilha de Marajó tem que conhecer e cavalgar sobre os BÚFALOS!

Agradecemos ao Sr. Ronaldo e seu filho Rômulo pelos ensinamentos e paciência.

Foi emocionante, apesar da aparente lentidão, eles são velozes e capazes de apostar corrida!

Vimos de perto o AÇAIZEIRO: do caule superior tiram o palmito e o fruto é o açaí.

Os búfalos paravam pra comer esta fruta:

o AMAPÁ.


E na volta pra Belém a prova de que o mundo é minúsculo:

encontramos Valdécio, Danielle, Valdete e o Negão, estes, donos da Fenajeep, a maior feira de off-road do Brasil e a primeira feira que participamos como Médicos da Terra, lá em Brusque-SC há 2 anos!

Felizes por este encontro, comemoramos com SORVETE de Uxi, Bacuri, Cupuaçu, Tapioca, Cairu, Açaí e Murici... e fomos "rolaaaando" para o navio!

3 comentários:

Aline disse...

Prezados colegas,
Sou médica Patologista e descobri o trabalho de vcs pesquisando sobre parasitoses e apêndice cecal. Estou emocionada!!! E fiquei mais emocionada ainda ao ler sobre a viagem a Belém, que é a minha terra natal - sempre quis fazer essa viagem até Manaus, mas ainda não consegui... quem sabe agora?
Parabéns pelo lindo trabalho. Infelizmente hoje ainda não atingi o seu grau de amadurecimento e evolução como ser humano para embarcar num missão tão linda, mas quem sabe num futuro, com minhas crianças um pouco mais crescidas (tenho uma neném de 1 ano)...
Um abraço!

Alcina disse...

Gostaria d parabenizá-los pelo espirito humanitario do seu belíssimo trabalho.
Existem muitos q sentem vontade de fazer algo semelhante, mas são poucos os q tem a coragem e o desprendimento para seguir em frente, como estão fazendo.
Embora não os conheça, sinto muito orgulho de vcs.
Que os deuses protejam e abençõem suas vidas e seus ideais, SEMPRE.
Abraço afetuoso.
Alcina

Anônimo disse...

Navegando pela internet, e pesquisando sobre a ilha de Marajó,encontrei a figura de vocês e resolvi clicar.
Derrepente, apareçe um blog no qual mostra essas práticas dignas de grandes elogios.Estou impressionado com esse tipo de atitude.Não é qualquer pessoa que se submete a esse tipo de ação (principalmente médicos)em meio a uma sociedade cada vez mais altruísta como a nossa.
Venham a Petrolina- PE,seram muito bem vindos!
Um abraço, apesar de não conhecê-los!

Pedro Henrique.